sexta-feira, agosto 27


Em tempos, ouvia dizer que era a pessoa mais forte do mundo, que tinha uma força que mais ninguém tinha e que era capaz de mover o mundo sozinha. Hoje, descobri que isso é mentira, aliás, nem sequer existem pessoas capazes de mover o mundo com a sua força, mas existem momentos de força e momentos em que essa força desaparece num abrir e fechar de olhos. Devo-te a minha força. Tu que me deste metade da tua, tu que reconfortaste cada insónia minha. Lembro-me de nós no princípio, como tudo era puro e mágico. Recordo-me de ser inverno e estar sentada no grande cadeirão, com as pernas cruzadas e com o telemóvel nas mãos. Eras tu que irias mudar a minha vida, eu sentia-o, e passado um ano e meio, sei-o com a maior das certezas e não preciso de mais ninguém além da tua presença eterna na minha vida. Já me disseram várias vezes que o para sempre só existe em histórias encantadas, onde as princesas encontram os seus principes e são felizes (como referi à pouco) para sempre. A realidade é bem diferente do que um grande período de tempo que se prolonga até ao restoda vida, ou seja, para sempre. Desde que nascemos que estamos destinados a um certo período de tempo, e o nosso já é escasso, está a acabar (se já não acabou) e mesmo que tenhas sido a única revolução, evolução e retrocedo da minha vida, sei que não posso continuar contigo. Serei muito mais eu se não estiveres comigo, e não se trata de não ter sido ou não feliz contigo, porque fui, durante uns tempos, pois depois tudo de desmoronou e caiu a pique. Só temos de avistar a montanha mais próxima e escalá-la para chegarmos ao topo. Já lá vai o tempo em que as raparigas desistem. Cada vez mais sabem dar-se mais valor a si próprias e aceitar que nem sempre o amor é correspondido, e aí, sabemos o que fazer: seguir em frente, porque o amor não espera e pode estar mesmo ali, ao virar da esquina. Ou mesmo quem menos esperamos, pode fazer-nos uma surpresa e revelar-nos algo que até então desconheciamos. Mas agora voltando ao assunto (a ti) já sinto que me fazes mal, mas como pode ser tão bom esse mal que tu me fazes? Sei que te vais acabar por afastar, mas também sei que vais acabar por voltar, afinal de contas, voltas sempre.
Don't give up, please.
-Hoje ouvi In Loving Memory dos Alter Bridge, já tinha saudades e aconselho!

10 comentários:

  1. Muito bom mesmo, escreves muito bem :)

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  2. Não me agradeças; se te sigo e comento é porque gosto da tua escrita :)

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  3. quando queremos por fim a algo que já não nos faz bem, é isto que temos de ter: determinação. :) *

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  4. tens força sim :p
    podes é não ter noção dela *

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  5. Temos que ter determinação e coragem de seguir em frente!

    Forças pra ti querida!


    bjos

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