quinta-feira, julho 15


Cheguei a praia com algum nervosismo. Sentei-me a tua espera. Na minha cabeça passavam milhões de ideologias, todas a mil a hora. A lua estava cheia e o seu reflexo no mar fazia de mim uma pessoa com mais força para "o amor à primeira vista". Bastaram poucos instantes para te ouvir. Avistei uma pessoa pequenina, com o cabelo médio/curto mas que nao percebia a cor pelo facto de ser de noite. Com o passar do tempo foste-te aproximando até chegares ao pé de mim e aterrares completamente na areia, ao meu lado. "Olá", foi a primeira coisa que me disseste e que fez com que o meu coração palpitasse de uma maneira que desconhecia até então. Reparei nos teus olhos, pequenos e cheios de alegria que até brilhavam mais do que aquele luar que os iluminava. Um sorriso de criança apoderava-se completamente de ti. "Olá" respondi timidamente. Após um pequeno (grande) espaço de tempo a trocar-mos ideias e a conversar com alguma timidez sobre nós, vi a tua cabeça a ir ao encontro da minha, senti o teu nariz tocar suavemente no meu. Fechei os olhos para puder guardar aquele instante na minha caixinha da memória e no meu coração. Os teus lábios eram finos e tocaram nos meus com alguma satisfação. Percebi que era aquilo que tinhas querido desde a um ano, quando tudo começou. Até os teus lábios sentirem a distancia dos meus, saboreei todo aquele momento. Abri os olhos e estavas a sorrir para mim, abraçei-te com toda a minha força e fechei novamente os olhos para os abrir de repente e ter a certeza que estavas mesmo ali, a beijar-me e a amar-me. Passámos um bom bocado naquilo, a trocar carícias e palavras meigas que me davam conforto e segurança. "Não te vou deixar ir embora, vais ficar aqui para sempre, comigo" disseste-me como se tivesses todas as certezas do mundo. "Tenho de ir, mas volto amanhã, e depois e depois, prometo" acrescentei. Notei algum descontentamento no teu sorriso, sabia que não me querias deixar ir embora, com medo que no dia a seguir não voltasse, mas descansa, eu não dormi nesse dia com as mesmas incertezas, até te tocar novamente e sentir que vinhas. Por fim, no último dia, já não eramos as mesmas pessoas, tornámo-nos tristes e descontentes pela distancia que nos iria afastar, de novo. "Sabes uma coisa? És a melhor namorada do mundo" e foi com esta fala que me fizeste cair e desabar em lágrimas no teu colo. Não queria e não iria ser capaz de aguentar mais tempo sem ti. Mas a verdade é que fui e agora estou aqui, ainda com uma enorme saudade de sentir outra vez os teus lábios finos encontrarem-se com os meus, sentir o aroma do teu perfume e o teu nariz roçar no meu, devagarinho, como os beijinhos a esquimó que eu tanto adoro. E agora, neste verão, a história repete-se.

Este post é verdadeiro, e também serve para dizer a toda a gente que a distância não é nenhuma barreira, se quisermos atingimos para lá do nosso objectivo, e por amor, somos capazes de tudo. Espero que esta minha vivência faça mudar a atitude de alguns, que faça mudar a pouca força que alguns têm e que diferencie o verbo ter do verbo possuir. Porque ninguém tem nada, nem ninguém possui ninguém.
*ps: amanhã vou fazer outro furo (iei!)

4 comentários:

  1. Quando há amor, tudo fica mais possivel ne!
    Belo texto!

    bjos

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  2. Oh, tu também! És mesmo querida *.*

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  3. Eu até me estou a sentir importante, ahah. Não digas disparates, querida. Escrevo apenas o que me vai na mente e no coração. :$

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